Adhemar não foi apenas um atleta virtuoso. "Salvo" pelo esporte, foi também diplomata e escultor. Formado pela Escola Técnica Federal de São Paulo em 1948, quando competia, fez também Educação Física na Escola do Exército do Rio de Janeiro e, mais tarde, cursou Direito na Universidade do Brasil, em 1968 e Relações Públicas na Faculdade de Comunicação Social Casper Líbero, em São Paulo no início da década de 1990.
No ano 2000 entrou definitivamente para a elite do esporte mundial ao ser agraciado com a "Ordem Olímpica" do Comitê Olímpico Internacional. Foi o único brasileiro incluído na publicação da Federação Internacional de Atletismo que, em janeiro do ano 2000, consagrou os grandes mitos do atletismo mundial do século 20.
No escudo do São Paulo Futebol Clube as duas estrelas douradas que estão na parte de cima foram adotadas em sua homenagem. Elas se referem aos recordes mundiais batidos por ele nas Olimpíadas de Helsinque em 1952 e nos Jogos Pan-americanos da Cidade do México em 1955.
Vencedor até a sua última prova, encerra sua última competição oficial como campeão carioca no salto triplo com a marca de 15,58 m, disputada no Complexo Esportivo do Maracanã em 1º de outubro de 1960.
Os saltos de Adhemar inauguraram a mitológica tradição brasileira nas provas de salto triplo. Depois dele, surgiram Nelson Prudêncio (prata na Cidade do México em 1968 e bronze em Munique 1972) e João Carlos de Oliveira, o João do Pulo (bronze em 1976 e 1980).
Jogos Olímpicos
Ouro Helsinque - 1952 - Salto Triplo
Ouro Melbourne - 1956 - Salto Triplo
Jogos Pan-americanos
Ouro Buenos Aires - 1951 - Salto Triplo
Ouro Cidade do México - 1955 - Salto Triplo
Ouro Chicago - 1959 - Salto Triplo
